quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

E lá se vai 2011.

Final de ano traz sempre aquele clima de esperança, como se toda a sua vida pudesse mudar completamente com o início do próximo ano. Eu mesma sempre me sinto assim.
2011 não foi um dos meus piores anos, não, embora muita coisa bizarra tenha me acontecido. Sinceramente, considero esse ano que está terminando como um ano de aprendizado e amadurecimento.
Esses foram os fatos mais marcantes do meu ano velho:

  • Peguei firme no meu Curso de Moda e aprendi a desenhar!
Eu havia me matriculado ano passado (2010), mas por causa do meu trabalho e alguns outros problemas não consegui frequentar as aulas. Aí nesse ano, desde do começo, peguei firme e, eu que só desenhava bonecos de palitinhos, mal ainda por cima, aprendi a desenhar e tô quase acabando o curso.

  • Entrei na aula de mangá.
Sempre adorei desenho japonês e sempre quis aprender, mas como não fui uma criança que tivesse o hábito ou o incentivo de desenhar, eu sentia vergonha de entrar nas aulas sem saber nada. Mas aí, criei coragem e comecei as aulas. A intenção é adaptar o estilo mangá nos meus desenhos de Moda e está dando certo. Tenho muita coisa pra aprender, por isso vou continuar persistindo. As aulas de desenho pra mim foram a maior superação e surpresa desse ano.

  • Quase morri 3 vezes.
É verdade. Pode parecer exagero, mas tomei 3 sustos grandes em 2011.

O primeiro foi quando fiz uns exames pra descobrir o motivo de minhas dores nas costas e o médico me pediu uns exames e quando levei a tomografia pro "especialista" ele quase me mata do coração me dizendo que eu tinha um tumor no cérebro. As palavras dele: Câncer no cérebro. Fiquei branca, azul, amarela. Minha família inteira entrou em pânico, mas por sorte, fomos sensatos e procuramos uma segunda opinião e o tal do Câncer, nada mais era que algo que eu tenho desde que nasci. Algo inofensivo. Aposto que toda a minha genialidade vem daí. ;)

A segunda fez foi num assalto que sofri na Megamil. Eu e uma Monyca estávamos sozinhas na loja quando um cara armado entrou e a levou para o escritório onde eu estava. Ele a fez buscar o dinheiro no balcão enquanto ficava comigo lá. O ladrão não foi muito agressivo, mas a experiência de estar na mira de uma arma não é das melhores.

A terceira aconteceu 2 dias depois do assalto. Eu e minha irmã estávamos no centro aqui de Campinas, indo buscar um material de uma vitrina que eu havia montado na escola, e no caminho nos deparamos com um baita incêndio. O sinal fechou e ficamos presas bem na frente da loja pegando fogo. Foi horrível. 2 minutos pareceram 20. Mas no fim deu tudo certo. o/


  • Me decepcionei com pessoas que amo.

Todo ano todo mundo passa por isso. Sim, sempre vamos nos decepcionar com as pessoas que amamos.
O fato é que as decepções desse ano me fizeram mudar. Mudar de atitude e sentimento. Algumas pessoas perderam um pouquinho de mim. De verdade mesmo.


  • Fiz novas amizades.
Todo ano conhecemos pessoas novas, claro, mas acho que 2011 foi o ano em que mais fiz amigos. Bons amigos. Talvez nos anos anteriores eu estivesse focada nas pessoas erradas, sei lá. Mas nesse ano eu me abri e me permiti deixar que outras pessoas também me fizessem feliz.


  • Saí da Megamil!

Acho que teve gente que duvidou que um dia eu sairia do ramo de videolocadoras. Mas, pois é, saí. E saí feliz. Trabalhei nessa área a vida toda e tava na hora de mudar. Teve uns problemas no final da jornada, mas acho que durante o tempo em que eu estive lá fiz minha parte. Um ciclo se fechou.

Acertei e errei em 2011. Só não aprendi a não cometer os mesmos erros. Teve gente que me subestimou, me ofendeu, duvidou de mim e mesmo assim não consegui me desvencilhar. Meu maior problema em 2011 foi continuar dando valor a quem não merece.

Pra 2012 tenho meus planos. O maior dele é calar a boca de quem não acredita em mim. Meu sucesso será minha resposta. E não tô querendo ser arrogante nem nada não, é o que pretendo fazer mesmo.

Pra vocês, se é que alguém lê isso aqui, desejo um ótimo ano. Mas só pra quem merece.
Enfim...

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Mais que palavras.

Dezembro não me ama. Não mais. Houve uma época em que éramos amigos. Hoje, Dezembro vem pra me castigar. Todo ano ele chega e traz junto os mesmos problemas e as mesmas decepções. Talvez Dezembro queira esfregar na minha cara algo que eu insistia em não ver. Vai saber...
Ontem eu chorei e hoje, quando me olhei no espelho, a cara da tristeza ainda estava lá. Fiquei me olhando e pensando no quanto aqueles olhos inchados já não eram os mesmos.
Tem gente que acha que palavras são só palavras. Que pode dizer o que quiser, do jeito que quiser e que basta um 'você entendeu errado' pra tudo voltar a ser como antes. Não, não é assim. Palavras mudam tudo. Até sentimentos. 
Sinto pena de quem não se importa. Pena de quem tem a língua maior que a boca. Essas pessoas só dão valor quando é tarde demais pra perdoar. 
Enfim...

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Que a vida me ensine a amar cada vez mais...

'Que eu possa também abrir espaço pra cultivar a todo instante as sementes do bem e da felicidade de quem não importa quem seja ou do mal que tenha feito para mim. Que a vida me ensine a amar cada vez mais, de um jeito mais leve. Que o respeito comigo mesma seja sempre obedecido com a paz de quem está se encontrando e se conhecendo com um coração maior. Um encontro com a vontade de paz e o desejo de viver.' 

Caio Fernando Abreu me encanta.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

É pena eu não ser burra...


Comecei esse ano dizendo que 2011 tava pra mim. Que esse era o MEU ANO. Comecei otimista, empolgada, com todo o gás. Ok... estamos apenas na metade, mas se esse  for mesmo o MEU ANO, então as coisas estão demorando um pouco pra acontecer.
Não me interpretem mal, não quero passar aqui uma mensagem pessimista nem nada, mas é que é meio frustrante você correr como louca e não chegar a lugar nenhum. Ultimamente não tenho tido tempo nem de respirar entre um problema e outro. Porra, vida, me dá um refresco aí!
O meu aniversário desse ano foi marcante. E não de uma forma positiva. Minha vida se divide antre antes e depois DESSE aniversário. Não, não vou dizer minha idade aqui, pra não ficar ainda mais deprimida.
Tá, vai ter gente que vai dizer 'ah, Helen, podia ter sido pior' ou 'o que vale é a intenção' e todos esses blá blá blás hipócritas que te dizem quando querem te fazer se sentir melhor para que eles mesmos se sintam melhores. Acreditem, o que me fez enxergar as coisas de forma diferente a partir desse 9 de julho não foram os presentes que eu não ganhei, nem os que eu ganhei e não gostei, a coisa é muito mais profunda. E complicada.
Sim, eu era iludida. Iludida com a imagem de família feliz, com problemas, mas, de um jeito torto, feliz. Era iludida com a imagem de amizades verdadeiras, daquelas em que você pode se apoiar quando se sentir fraco e sozinho. Iludida com o trabalho que te dá prazer, além de pagar suas contas.
Levei um choque de realidade. E agora a única frase que define o meu atual estado de espírito é de uma música do Raul Seixas, o que me faz me sentir ainda mais decadente nesse momento: ' é pena eu não ser burro, não sofria tanto.' Parece que o John Lennon disse algo parecido também. Algo como 'a ignorância é uma espácie de benção'. Sei lá.
Li um livro há algum tempo atrás que falava de um cara que achava sua inteligência uma maldição. Por ser inteligente demais ele não nunca se contentava, exigia demais e nunca era enganado. Consequentemente ele vivia infeliz. Então um certo dia ele resolveu ser estúpido e fez uma lobotomia. Acho que não teria livro melhor para ilustrar meu momento atual, portanto vou relê-lo.
Ah, mas é isso aí. Não sei como terminar esse papo. É só mais um desabafo mesmo. Não tô a fim de conselhos não.
Enfim...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Sei lá.


Me sinto estranha hoje. Não sei exatamente descrever o que estou sentindo. Estou há alguns vários quilômetros de casa e não sei dizer se sinto saudade. Acho que minha vida anda tão problemática que estar longe me dá uma falsa sensação de segurança. Sei lá, a distância é tão grande que talvez meus problemas não me alcancem aqui. Parece covardia, né?! Mas não é não. Acho que é uma mistura de cansaço, frustração e confusão sentimental.
Tenho decisões importantes a tomar, escolhas difíceis a fazer e, por mais que meu futuro pareça promissor,sei que talvez eu tenha que abrir mão de algo muito importante pra mim.
Resumindo: não sei o que fazer.
Preciso pensar! Pensar! Pensar!Pensar! Meu cérebro, coitado, anda me pedindo umas férias. Ele reclama que nem dormindo dou sossego. Mas eu quebro a cabeça, escravizo meu cérebro e não consigo achar uma solução,pelo menos, não uma que seja boa pra todo mundo. 
Enfim...

domingo, 15 de maio de 2011

Correndo.

Não posso negar, estou cansada. E descabelada. Na minha corrida contra o tempo algumas coisas passaram despercebidas. E eu fui correndo, correndo, achando que estava lutando pelos motivos certos. Ao me dar conta, confesso que por um instante duvidei se estava fazendo tudo isso por mim. Parei, respirei, olhei pra trás e vi como já estava longe. Sim, era por mim. Não só por mim, mas principalmente por mim.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Tudo Ok!

Me sinto leve. É essa a sensação. E é engraçado porque normalmente eu estaria acabada, sentindo um aperto no peito, um desespero. Mas, no entanto, me sinto leve. Não estou com medo, não estou preocupada, pelo contrário, estou segura de que posso lidar com todas as mudanças que estão por acontecer. Sinto que fiz o que pude para que tudo desse certo. Levarei a certeza de que lutei até os limites da minha força. Saber perder também é ganhar. E eu ganhei. Perdi, mas ganhei. Ganhei aprendizado, ganhei bons momentos. Não tenho arrependimentos, graças a Deus! Estou sendo fiel aos meus princípios e ao que acredito. E sim, vou ser feliz, mesmo que algumas pessoas não consigam lidar muito bem com isso.
Enfim...