quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Skate 4 Fun!


Hoje o dia está com cheirinho de quando eu andava de skate. Me deu saudade.
Quando mudei para o Mato Grosso do Sul, demorei um pouco para me adaptar aos costumes de uma cidade tão pequena como Aparecida do Taboado. Pra mim era incomum galinhas soltas na rua e pessoas montadas em bois, como se fossem motos. Na escola, acabei me tornando o centro das atenções, afinal era a 'menina que veio de São Paulo'. Chorei muito com saudade dos meus amigos e da minha antiga casa. Mas depois de algum tempo parei de me lamentar e comecei a me divertir.
Na minha infância, costumava descer a rua da casa da minha avó num carrinho de rolemã, com os meus primos. Apostávamos corrida. Era divertido. Sempre fui moleca.
Todos os dias, um grupo de meninos passava na calçada da minha casa, com seus skates. Quando eu ouvia o barulho das rodas, corria para a janela. Um dia criei coragem e pedi para que me ensinassem.
Demorei três horas para dar meu primeiro ollie e menos de uma para fazer grandes amigos.
No começo minha mãe não gostava muito da idéia, dizia que era coisa de moleque, de maloqueiro, que eu iria ficar mal falada e todas essas coisas que as mães tem mania de dizer. Mas depois de um certo tempo, ela viu que não tinha nada demais e até assistia a 411 ( fita de skate ) comigo.
Passávamos as tardes treinando manobras numa quadra abandonada, em obstáculos precários, feitos por nós mesmos. Estávamos sempre juntos, um incentivando o outro.
O skate me rendeu boas risadas, muitos tombos, joelhos e cotovelos ralados e amizades para a vida inteira.
Tô bem enferrujada agora, já que não subo num 'carrinho' há anos. Quem sabe não volto a andar? Acho que ainda lembro de algumas manobras.
Enfim...

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