segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Pedaços de mim.


Relevei meus sentidos e caí na armadilha do sentir.
Antes mesmo que o relógio parasse,
Entre pequenos entraves de sorrisos inalterados,
Tomei um caminho sem volta.

Como um castelo de cartas, meu mundo ruiu
Pequenos festejos e suas sombras inacabadas
E das ruínas dos meus sonhos, pedaços de mim.
É difícil continuar quando não se sabe aonde você está.

Uma lágrima morreu pelo meu rosto
Respirei fundo, mas me faltou ar
Nó na garganta que não se desfaz
E caminhos que não se abrem sem que outros se fechem.

Gritei e ninguém me ouviu
Como algo escrito a lápis, eu sumi
Pequenos rascunhos , constante transformação
Um desenho em uma nuvem, que se desfaz.

Ali, no horizonte de todos os desejos
No instante de chegada e de partida de uma lágrima
Não encontrei você,
Que acordou e me deixou adormecer.


*Versos escritos a 4 mãos. Em parceria com meu amigo Adolfo Ifanger, que sempre consegue complementar minhas idéias.
Enfim...

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