quarta-feira, 4 de março de 2009

Escolhas.

Nunca pensei que diria isso, mas tudo o que eu queria hoje era colocar um biquini no meu corpinho sarado e pular numa piscina. Credo, que calor! Até meus pensamentos estão derretendo! o.O
Mais cedo, eu estava assistindo Sex and the City e, no episódio, estava nevando em Nova York. Fui até a geladeira ( que precisa urgentemente ser descongelada ), peguei um copo de água gelada e pensei: 'cara, q saudade do inverno!' ( e logo em seguida: 'que droga, nunca vi neve de verdade! ) Queria sentir frio de novo! O tempo seco, meu cabelo liso, poder usar cachecol e as gravatas do meu namorado... Ah, enjoei desses dias quentes de verão... de chuva no final da tarde, que só servem para deixar o tempo mais abafado depois!

Mas então, depois de pensar sobre Manhattan, neve, descongelar a geladeira, cachecóis e gravadas, comecei a pensar sobre escolhas.
Nem sempre fazemos as melhores escolhas.Nem sempre temos as melhores atitudes e isso se chama errar. Deve ser por isso que quem inventou a linguagem resolveu inventar a palavra perdoar. Porque ninguém existe só , e não podemos ser tão pretensiosos e pensarmos que nós não erramos nunca! É normal e aceitável que pensemos sempre na nossa perspectiva e que o sofrimento do mundo pareça sempre menor que o nosso, porque somos nós que sentimos e sabemos o quanto dói. Muitas vezes os nossos próprios gestos magoam e nós não sabemos e foi por isso que alguém também inventou as lágrimas, porque a boca nem sempre diz o que coração sente, às vezes por medo, por vergonha, ou por algo que nem nós conseguimos explicar... Ou às vezes a boca revela a rispidez que nem sentimos, mas que às tantas transparecemos sem saber a razão, mas porque algo nos feriu e temos de arrebentar. O ser humano é sempre complicado, muito elaborado para a sua própria compreensão. Talvez as nossas próprias mentes sejam muito rudimentares para se compreenderem por elas mesmas, quanto mais ao resto do mundo. As relações humanas são muito complicadas e, no fundo, para alguém nos desiludir basta fazer uma coisa: ESPERAR! Há sempre o momento, porque erros... bem, a nossa vida está cheia deles, por isso mesmo digo que talvez nem sempre tenha escolhido o certo. Mas há sempre aqueles momentos em que devemos ser um pouco egoístas e pensar somente em nós. Às vezes magoamos pessoas, é verdade, e nos sentimos legitimados por também já termos sido magoados. A vida é um ciclo no mínimo estranho, mas faz sentido, no fundo, às vezes partimos em busca do que não devemos. Damos tudo pelo que não deveríamos dar nada. Outras vezes damos nada pelo que deveríamos dar tudo. Somos frios, muito carinhosos, brutos, submissos, trocamos as voltas a nós mesmos e no fim somos uma mistura de atitudes, de escolhas...Umas certas, outras não... E só o tempo pode nos fazer olhar para tudo com mais clareza. Às vezes a mágoa é mais forte que a razão, às vezes não sabemos esquecer. Por mais que exista muito mais, além do mal que sentimos por dentro, existe o bom, mas... nem sempre queremos lembrar do bom. Dói sempre mais, nem sempre as coisas são como vemos na totalidade, mas no fundo também sabemos o que queremos ver, muitas vezes vemos o mal e queremos tanto ver o bem que já o vemos sem ele nem existir. Outras vezes queremos somente ver o mal porque o bem que existe vai nos fazer fraquejar e o difícil na vida são aquelas decisões que nos momentos de fraqueza nos fazem querer voltar atrás. Mas o coração sabe aquelas razões que nem sempre a boca diz ( ou que não queremos reconhecer ). Nem sempre o mundo falha para nós e nós não falhamos para o mundo. Não é assim. Há alturas na vida em que o mundo falha e nos deixa desamparados... Há muitas alturas sim, por muito que queiramos pensar que esse mundo nos faz falta é um mundo que magoa, dói. Por mais que todo o resto tenha sido errado, por mais que o presente não seja o melhor, por mais que a luta esteja no início e não no fim, a vida me ensinou com o tempo que no passado não há respostas. Muitas vezes é no passado que estão as verdadeiras perguntas e será que este presente é real? Ou foi alguma vez? Ou será que mais uma vez a vontade de acreditar é tanta que acreditamos sem querer numa coisa que nem sentimos, só porque o mundo deu mancada conosco? Talvez no fundo eu saiba aquelas coisas que não digo. Que o presente não existe, que nunca o senti e que somente era mais fácil ter força para desistir do passado se encontrasse um presente para não afundar. Talvez tudo fosse uma desculpa para me sentir mais forte para abandonar a dor que ainda dói, porque, na verdade, se o presente fosse tão importante assim, não era no mundo que me falhou para onde eu teria vontade de correr quando o resto do mundo está mal. E é nesse mundo que existe um abrigo. Mas é mais fácil pensar nos erros do mundo, por mais que esse mundo seja parte do nosso próprio mundo. Nem sempre é fácil seguir por outro caminho. Por mais que o mundo não saiba o que agente pensa, por mais que o mundo pense que existe raiva do lado de lá, a boca não diz o aperto que o coração sente pela falta do mundo no nosso mundo. Mas nem tudo é perfeito e há coisas que simplesmente não podem ser. Há limites na vida que necessitam existir. Há escolhas que não são fáceis por mais que agente saiba que também errou... mais ... ou menos... não importa a quantidade... por mais que saibamos que também somos frágeis, que também há dedos para nos apontar, os erros do mundo parece nos doer tanto que no fundo pensamos que nenhum erro nosso atinge esse mundo impenetrável, que nunca nos deixou conquistar. Nem sempre é fácil compreender, talvez nenhum de nós se compreenda ou alguma vez tenha compreendido. Talvez seja a mente humana que seja muito complicada. Talvez a gente não tenha dito as palavras certas, talvez não tenhamos sabido explicar... talvez... Mas não escolhemos o mundo que amamos... e por vezes esse mundo não sabe conviver com o nosso amor.Talvez não tenha sido a altura certa... as palavras certas.... o momento ideal.... talvez não tenha sequer sido a vida certa..... talvez não tenha sido a intensidade correta, no momento exato... Talvez tanta coisa e tudo isso. E a única certeza é que não se pode modificar, não se pode corrigir, nem emendar. Já passou. E é pela falta de conformação que a distância se impõe, é necessária, porque, embora os olhos da alma vejam, os olhos do coração não enxergam. É uma escolha que talvez não seja fácil de entender, mas é a nossa vontade de partir, por não suportar a dor de estar presente a ver ir e vir o mundo que queríamos ter dentro do nosso mundo, apesar de todas as falhas, apesar de tudo.Com o tempo, a distância vai afastando esse mundo da nossa vida e do coração, porque o tempo tem esse dom, mas a saudade... ela fica. E não é por um presente meio inconsciente que se esquece uma vida, apenas se entretém a alma, o corpo, o coração, com pequenos malabarismos da emoção do que é novo e desperta curiosidade. Só que o que permanece é aquilo que um dia aprendemos a amar, embora esse amor seja já uma sombra. E permanece aquela questão de nunca sabermos o que o mundo pensa de nós e pensamos em todas aquelas coisas que nunca dissemos mas já não vamos querer dizer mais, não queremos lembrar, não queremos pensar, mas infelizmente ainda não se manda nos sonhos. E talvez um dia, fruto da nossa própria decisão, consigamos sorrir das boas lembranças sem doer no coração. Pena que o mundo não entenda nem saiba... mas talvez seja melhor.... talvez a nossa decisão estivesse escrita em algum lugar para ser tomada e talvez tudo isso tivesse de acontecer. E todas as palavras ditas têm tantos significados diferentes, a boca esconde tanto por fazer sofrer o coração... Por ter falado tantas vezes e nunca ter servido de nada, nunca ter tocado em nada, palavras que iam e vinham e acabaram por se gastar, que não adianta mais serem ditas. E talvez tenha sido muito tempo para perceber que seria melhor assim. Desistir... desistir de procurar um conjunto de coisas que não têm sentido. Porque não conseguimos compreender o resto do mundo quando nos magoa a alma. Vemos aquilo que nos corta aqui dentro e nada mais. E dói ,não poder dizer que existe saudade, mas que somos mais fortes que essa saudade porque simplesmente não queremos que doa mais. E guardamos aqui dentro todas as palavras que não mais diremos por medo de fazer o coração sentir o que a boca diz.... em vão... e aí... toda a nossa escolha perderia a força... e se não acreditarmos nela não há mais maneira de seguir em frente. Deixar o mundo partir e escolher outra direção para caminhar. Nada dói mais do que obrigarnos a esquecer tudo aquilo que somente quisemos amar. ( E nunca te direi uma só palavra de tudo que acabei de dizer... )

Hoje estou muito cheia de "mas" e "talvez"...
Enfim...

2 comentários:

Luciano disse...

oi amor..
gostei da parte das gravatas =)hehehe

só digo uma coisa amor

nao tenha medo de demonstrar nada
por que nao vale a pena ficar se escondendo atraz de um sentimento "nao mostrado".

voce sabe que eu amo voce...
sempre vou amar
sempre vou perdoar...mesmo que nao tenha motivos...
voce eh pra sempre o meu amor....

e sei que voce tambem me ama...
mesmo que seja só um pouquinho....

nao tenha medo de sentir....
por que se nao sentir..voce vai acabar ficando sem sentimento... =(

ficou besta isso aohoaha

te amo amor!!!

Quiintans disse...

Eita texto grandin tchê!

Mas bom de más!!

Te love tiia!!!