quarta-feira, 18 de março de 2009

Quem não erra?

Quem de nós já não magoou alguém? Quem já não se ressentiu com alguma atitude negativa de uma pessoa querida? Quem já não se sentiu humilhado, lesado, traído? É certo que ninguém está livre de ressentimentos. Não somos perfeitos, certo? Sentimentos como raiva e rancor são como venenos que tomamos e esperamos que a outra pessoa sinta o efeito. O único antídoto é o perdão. E perdoar não é esquecer. Perdoar nos exige um esforço muito grande, mas o benefício não é só da pessoa que nos feriu, é nosso também.
É difícil? É, e muito. Só quem sofreu a injustiça, o engano, a traição sabe. Mas o ato de perdoar gera sentimentos novos, mais nobres e genuínos.
Eu tenho dificuldades de passar por cima de muitas coisas. Não sou uma pessoa muito acessível e sou muito exigente, comigo e com os outros. Não costumo me dar com facilidade. Como a raposa de 'O Pequeno Príncipe' é preciso me cativar primeiro. Mas quando gosto de alguém me entrego inteira e não economizo meus sentimentos. Aposto todas as minhas fichas naquela relação. E quando me decepciono, nem sempre as coisas voltam a ser como eram antes. É como se ,em mim, existissem botões que são apertados a cada mancada que dão comigo. De vez enquando, quando me magoam de verdade, é como se apertassem o botão 'delete', sabe?! Eu simplesmente não consigo mais me aproximar novamente daquela pessoa. Foi apagada da minha minha vida. E eu nem sinto raiva, nem amor... simplesmente não sinto nada. Mas é claro que existem casos em que o amor que eu sinto é muito maior do que mal que me fizeram. E eu tento. Confiança é como um vaso, que quando se quebra, mesmo que ele seja remendado nunca mais será o mesmo vaso. É uma comparação clichê, mas é bem assim mesmo. Leva muito tempo para que as coisas voltem a ser como eram antes. Leva tempo até aceitarmos que o vaso remendado não é tão ruim assim, que existem momentos muito mais importantes e que as segundas chances são oportunidades para que tudo seja ainda melhor! E, como eu erro também... nada mais justo, né?!
Enfim...

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