quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O que realmente importa?


De trás do balcão da locadora em que trabalho, vejo pessoas de todos os tipos. Algumas solitárias, outras apaixonadas... Tem uma família que sempre vai lá que me chama muito a atenção. Pelo menos duas vezes por semana eles vão juntos escolher alguns filmes. O pai, a mãe, os filhos menores e maiores... Ninguém fica em casa, todo mundo participa. Um dia eu estava no ponto, esperando meu ônibus e esse cliente, o pai, passou de carro, me reconheceu e me ofereceu uma carona. Eu aceitei e fomos conversando pelo caminho. Ele me contou sobre os planos do final de ano e a viagem da família, e eu perguntei se eles faziam muitas coisas juntos. Ele me disse que a família toda assiste os filmes que alugam, na sala, juntos... que almoçam na mesa e que são muito unidos. Olhei para aquele homem de sotaque nordestino, tão amistoso e feliz, e pensei: 'É isso que se espera de uma Família'.
Quando decidimos passar a vida com alguém,  esperamos que aquela pessoa possa compartilhar certos momentos conosco. Jantar juntos, assistir um filme, conversar antes de dormir, ajudar nas tarefas de casa, nas contas do final do mês. Mais que isso: esperamos que nossas vidas sejam uma só, que os problemas sejam NOSSOS, que as conquistas sejam NOSSAS, e que um apoie, respeite e entenda o outro. Se não for assim, qual o sentido de se dividir o mesmo espaço, a mesma casa?
Não sei dizer se existe um jeito certo de começar as coisas, se existe uma regra que diz que se você fizer isso ou aquilo, as coisas sairão diferentes e acabarão mal. É difícil olhar pra dentro de si, e encontrar uma resposta diferente daquela que você deseja receber. Perceber que o que você deseja, o que sonha, o que ESPERA, não está aonde você achou que estava.
Enfim...

2 comentários:

Abelha Charlatona disse...

tens toda a razão, de nada serve ter uma casa com um companheiro, constituir familia se esses valores não existem :)
Bom texto!

Adorei o teu blog :)
E adoro o HOUSE :P

Desculpa a invasão

beijinho da Abelha*

Arthur Tavares disse...

Ótimo Relato.