segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Ser assim.


'Quando a poesia abandona o poeta
Ele morre como morrem os girassóis
Quando a inspiração abandona o poeta
Ele morre um pouco
E a vida segue seu compasso
Mesmo quando não faz sentido
E os anos caem de sua cabeça
Tão brancos quanto seus persistentes dentes
Dentes estes que ficam expostos ao sol
Todas as manhãs
Refletindo as linhas da vidraça
Cada fio de seu cabelo
Branco como o esperma
Cai silenciosamente
E é levado pelo vento
O poeta não sabe aonde vão parar seus inexpressados poemas
Simplesmente se vão com o vento
Quando o sol se vai
O poeta é levado em sua cadeira
Hora de dormir.'

Não tenho ideia de quem é essa poesia, só sei que li quando tinha 14 anos, num jornal da Unicamp, e ela me tocou de tal maneira que sei de cor até hoje.
Assim como o poeta que definha sem sua inspiração e sua poesia, todos temos uma parte que se, for arrancada de nós, deixamos de ser quem se é. Seja a liberdade, uma ideologia ou uma fé... Somos o que acreditamos e o que sentimos. Por isso acho um absurdo que tenha gente por aí dizendo como devemos viver. Tentar mudar o outro é uma violência. Não se pode mudar a essência de alguém.
Enfim...

4 comentários:

Micael araújo Andrade disse...

Bom texto,tirando o esperma!Rsrsrsrs!!!!
Seu blog é bom,simples e fala sobre o cotididano! Excelente!!!!!!!!
Também sou de Campinas.
Abraço,passa no meu blog e dá uma espiadinha!

www.anjoguerreirodeluz.blogspot.com

Fabricio bezerra da guia disse...

ainda bem que você colocou a interpretação do texto,algumas coisas são dificeis de entender sem alguem pra ajudar

Gabriel disse...

Li o que você escreveu seu meu blog ... obrigado.

E então li o conteúdo do seu e gostei bastante já estou seguindo.

Dila disse...

Somos os unicos que temos de morrer, por nos mesmos, quando é a hora. Entao devemos aproveitar nossa vida da forma como queremos