terça-feira, 28 de setembro de 2010

A day in the life.


Ontem acordei de bom humor, era minha folga e a minha única obrigação do dia era fazer um depósito no banco. Fiz o que tinha de fazer, cheguei em casa, coloquei uma roupa bem velhinha e confortável, liguei a TV, coloquei o Blu-ray no Play 3 e me aconcheguei no sofá pensando: nada pode estragar meu dia! Então, na terceira cena do filme e na quarta Trakinas que estava comendo, meu telefone toca. Só pra constar eu odeio falar no telefone. Odeio que me liguem, ainda mais quando estou sossegada em casa, de folga,  vendo um filme. O engraçado é que as pessoas insistem em me ligar o dia todo! Mas, enfim... Pego o celular e percebo que é do meu trabalho. Por um minuto penso em deixar tocar e fingir que não vi, maaaas meu senso de equipe fala mais alto e atendo o bendito telefone. Resultado: estavam me chamando pra ir trabalhar. Levando irrtada, me visto e vou pensando: por que não tenho meu próprio negócio?
Chego lá nem um pouco animada, procuro o que fazer e não tem, porque óbvio estava tudo feito ( não costumo deixar serviço atrasado ). As horas passam, enquanto penso no quanto estou perdendo  tempo naquele lugar, e finalmente chega a hora de ir embora. Vou pro ponto, e quando pego o ônibus sento no meu banco habitual ( 3 bancos depois do cobrador ). Tenho mania de ficar observando as pessoas e escutando as conversas e, enquanto ouço uma mulher dizer que o marido foi preso por porte de drogas, olho e vejo o cobrador lendo um livro sobre Ópera. Reparo direito e percebo que ele organiza todas as notas com a carinha pra cima e que tem aflição de notas amassadas. Do meu lado tem uma criança chorando e a mãe parece ignorar. 3 minutos depois, chego no meu ponto, desço e vejo o Luci me esperando do outro lado da rua.  Voltamos pra casa abraçados, falando do nosso dia. Hoje estou de folga de verdade e, tudo o que me irritou ontem perdeu o sentido. Que bom.
Enfim...

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