quinta-feira, 14 de julho de 2011

É pena eu não ser burra...


Comecei esse ano dizendo que 2011 tava pra mim. Que esse era o MEU ANO. Comecei otimista, empolgada, com todo o gás. Ok... estamos apenas na metade, mas se esse  for mesmo o MEU ANO, então as coisas estão demorando um pouco pra acontecer.
Não me interpretem mal, não quero passar aqui uma mensagem pessimista nem nada, mas é que é meio frustrante você correr como louca e não chegar a lugar nenhum. Ultimamente não tenho tido tempo nem de respirar entre um problema e outro. Porra, vida, me dá um refresco aí!
O meu aniversário desse ano foi marcante. E não de uma forma positiva. Minha vida se divide antre antes e depois DESSE aniversário. Não, não vou dizer minha idade aqui, pra não ficar ainda mais deprimida.
Tá, vai ter gente que vai dizer 'ah, Helen, podia ter sido pior' ou 'o que vale é a intenção' e todos esses blá blá blás hipócritas que te dizem quando querem te fazer se sentir melhor para que eles mesmos se sintam melhores. Acreditem, o que me fez enxergar as coisas de forma diferente a partir desse 9 de julho não foram os presentes que eu não ganhei, nem os que eu ganhei e não gostei, a coisa é muito mais profunda. E complicada.
Sim, eu era iludida. Iludida com a imagem de família feliz, com problemas, mas, de um jeito torto, feliz. Era iludida com a imagem de amizades verdadeiras, daquelas em que você pode se apoiar quando se sentir fraco e sozinho. Iludida com o trabalho que te dá prazer, além de pagar suas contas.
Levei um choque de realidade. E agora a única frase que define o meu atual estado de espírito é de uma música do Raul Seixas, o que me faz me sentir ainda mais decadente nesse momento: ' é pena eu não ser burro, não sofria tanto.' Parece que o John Lennon disse algo parecido também. Algo como 'a ignorância é uma espácie de benção'. Sei lá.
Li um livro há algum tempo atrás que falava de um cara que achava sua inteligência uma maldição. Por ser inteligente demais ele não nunca se contentava, exigia demais e nunca era enganado. Consequentemente ele vivia infeliz. Então um certo dia ele resolveu ser estúpido e fez uma lobotomia. Acho que não teria livro melhor para ilustrar meu momento atual, portanto vou relê-lo.
Ah, mas é isso aí. Não sei como terminar esse papo. É só mais um desabafo mesmo. Não tô a fim de conselhos não.
Enfim...

3 comentários:

Samuel disse...

Queria ter estado contigo.
Queria ter celebrado.
Queris que tudo fosse diferente.
Respeitei e evitei em insistir em algo que não entendo mais.

Acho que todos nós viramos gatos escaldados. Talvez no dia 09 a água não estivesse tão fria assim.

Também nos sentimos cansados e tristes com esta distância proposital de 3 quadras.

Nunca 3 quadras foram tão distantes.

Não dá mais pra insistir.
A gente cansa de querer o que não se quer
De provar coisas que bastariam ser sentidas
De entender essas escolhas tortas que cada um de nós fazemos
De insistir em destruir coisas que são indestrutíveis.

Nossa família é essa aí mesmo. E querer mudar isso depende do mundo? De forças ocultas? Não!
Depende só de disposição e disponibilidade e respeito ao outro.

E sempre respeitarei sua vontade e seus desejos, mesmo que isso não me parece razoável.

Quanto ao dia 09 de julho, sei bem o que senti. Tive incontáveis 16 de maios como este seu. Fique tranquila. Eles podem mudar, a partir do dia que desejar.

Eu mudei os meus 16 de maios há dois anos e tenho gostado deles.

Beijo e SEMPRE aqui.

Sandy disse...

Sei que isso não consola. Mas já tive um milhão de 18 de dezembros, já que é disso que está sendo falado.

sarcophagus disse...

olha por muito tempo procurei um blog como esse realmente gosto desse tipo de leituras
ainda mais por saber que somos da mesma City [grande coisa ~~] porem irei visitar esse blog quanto mais breve possível parabéns querida